As origens remontam ao cristianismo. Os sete pecados capitais
foram utilizados pelo catolicismo durante a idade média com o intuito
de controlar, educar, e proteger os seguidores, de forma a compreender e
controlar os instintos básicos do ser humano. E com isso conseguir
manter a integridade do clero, em nome da ignorância popular.
Porém, mesmo com autor e tempo desconhecido, esses pecados ainda são
úteis para a sociedade. Independente de religião e credo, esses pontos
nos ensinam muito sobre temperança, prudência e justiça, oferecendo
assim subsídios para uma vida melhor.
E transpondo esses conceitos para o mundo dos negócios,
podemos aprender muito com isso. Claro que adaptando os conceitos,
veremos a partir daqui quão relevante isso pode ser para o empreendedor.
Gula
Literalmente
ligado ao desejo insaciável por comida e bebidas, esse pecado pode ser
considerado um pecado no mundo dos negócios no que tange ao egoísmo. O
bom administrador deve se esquivar de possuir esse tipo de
características. Principalmente quando o gestor tem que lidar com uma
equipe. Não importa se seja uma grande ou pequena equipe, pois lidar com
pessoas sempre requer boas habilidades e ”leveza”. Portanto, você
administrador ”não vá com muita sede ao pote”. Cative a sua equipe e não
importa o momento ela sempre estará com você em suas decisões, até
porque vocês irão decidir juntos.Avareza
Esse
pecado trata da pessoa que coloca o dinheiro e bens materiais acima de
tudo. E apesar do objetivo do empresário seja obter lucros com seu
empreendimento, esse não deve ser seu foco primordial. O empreendedor
moderno deve buscar fazer aquilo que dá prazer e que o deixa motivado. O
dinheiro deve ser considerado uma consequência. Além disso, é
importante entender que o seu maior objetivo é satisfazer o seu público,
pois são eles que poderão garantir a sustentabilidade de seus negócios.
Nunca coloque os seus objetivos egoístas em primeiro lugar, mas sempre
considere as consequências de suas decisões. Portanto apegar-se ao
dinheiro de forma descontrolada não é um bom negócio.Luxúria
Originalmente
o pecado da lascívia, no mundo empresarial deve ter o significado de
corrupção de costumes, ou a manutenção dos princípios morais e éticos
sociais. Num mundo de competição acirrada, de metas e prazos sobrepostos
à vida das pessoas, o empresário não pode deixar se levar pela falta de
princípios básicos. Além disso, os valores da organização – baseados na
ética e moral – representam como ela quer ser vista pela sociedade.
Assim, cuide para cumprir os seus acordos da forma que foram ”acordados”
e você e a sua empresa só tem a ganhar, não importa se estamos falando
de um micro ou grande empreendedor.Ira
O
grande empreendedor não deve se deixar levar por esse tipo de
sentimento, que ainda envolve a vingança. O tempo e dinheiro que pode se
perder buscando “pagar na mesma moeda” um adversário, concorrente ou
até um funcionário é muito alto pelo retorno gerado. Portanto, é sábio
dizer que é inconcebível o empresário deixar a raiva tomar conta de sua
tomada de decisões. Aprender a controlar nos momentos mais difíceis é
uma atitude sábia e aprender a perdoa-se pelos seus próprios erros é
mais sábio ainda, portanto deixa o sentimento de amor abundar o seu
coração.Inveja
Um
sentimento que, tal qual a ira e a vingança, muitas vezes é considerado
um motivador. Mas isso é uma enganação. A inveja pode levar à
comparação com os outros, sejam adversários e concorrentes, o que
consequentemente pode levar a empresa a perder sua autenticidade e
identidade. Comparar-se com outros na maioria das vezes é um grande
erro, a menos que sejamos inteligentes para abstrair do outro somente os
”pontos positivos”.
Mas para garantir não é recomendável limitar-se a comparações com
outras empresas, principalmente aquelas que não são do mesmo ramo. Pois,
em geral, o simples comparar não gera oportunidades para você, mas
apenas contribui para aumentar o sentimento de inveja e cobiça.Preguiça
De
acordo com o filósofo Jaime Balmes “um homem com preguiça é um relógio
sem corda”. E se esse homem é um empreendedor, a lógica é simples: a
empresa não sobreviverá. Mais: isso vai ao encontro com a avareza, tendo
em vista que só a busca pelo dinheiro e bens materiais não é suficiente
para motivar o empresário. De qualquer, principalmente no inicio o seu
negócio vai exigir muito trabalho e você deve está disposto e fazer o
que é necessário fazer. Ter conhecimento, e habilidades e está disposto a
enfrentar o trabalho certamente são requisitos básicos à um
empreendedor.Soberba
Esse
pecado é perfeito para concluir essa lista. Principalmente porque esse
pecado é muito comum em empresários com já certo sucesso e
reconhecimento. E por esse motivo, acabam tornando-se excessivamente
orgulhoso, arrogantes e vaidosos. Porém, a experiência e diversos casos
demonstram que isso é um “tiro no pé”. Por se achar acima do bem e do
mal, o empresário muitas vezes ignoram sinais para mudanças e com isso
acaba perdendo tudo o que tem. E em alguns casos o tombo é alto e
irreversível. Portanto tratar as pessoas como elas merecem: com atenção,
gentileza, e reconhecimento e fundamental para não ”cair” no espírito
de soberba, saiba reconhecer e valorizar as virtudes alheias. E sempre
considere que os outros são essenciais na construção de seu sucesso

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